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RESULTADO: Veja quem são os governadores eleitos em 2018 e a vitória de Bolsonaro

Com 100% da apuração concluída, Bolsonaro somou 57.796.986 votos, contra 47.038.963 do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT). Em termos de votos válidos, os percentuais de cada um são 55,13% e 44,87%, respectivamente.

Levando em conta os votos totais, no entanto, os números indicam que Jair Bolsonaro teve o voto de menos de 40% dos 147,3 milhões de eleitores aptos. Mais de 21% se abstiveram de votar. Votos nulos e brancos somaram, respectivamente, 7,4% e 2,1%.

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Do Congresso em Foco

 

Além de escolher o novo presidente da República, brasileiros foram às urnas, neste domingo (28), em treze estados e no Distrito Federal para escolher o novo governador.

Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, João Doria (PSDB) foi eleito com 51,75% dos votos contra 48,25% de Marcio França (PSB). Já no menor colégio eleitoral, Roraima, Antonio Denarium (PSL), que nunca ocupou um cargo público, venceu a disputa com 53,36%, contra 46,64% de José de Anchieta (PSDB).

No Distrito Federal, o advogado Ibaneis Rocha (MDB) ganhou com ampla maioria (69,79%) do atual governador Rodrigo Rollemberg (PSB), que disputava reeleição e ficou com 30,21%. Novidade na política brasiliense, Ibaneis começou a corrida eleitoral com apenas dois pontos percentuais nas pesquisas. O advogado é fundador de um dos maiores escritórios de advocacia da capital e prometeu, durante a campanha, construir moradias populares e escolas.

No segundo maior colégio, o empresário Romeu Zema (Novo) foi eleito governador de Minas Gerais, com 71,81% dos votos contra 28,19% de Antonio Anastasia (PSDB), que volta ao Senado por estar no meio do mandato. Como no DF, Zema começou a corrida eleitoral com pouca intenção de votos segundo as pesquisas, atrás de Anastasia e do atual governador do estado, Fernando Pimentel (PT). Zema será o primeiro governador do parido Novo, fundado em 2015 e que lançou a sua primeira candidatura à presidência esse ano, com João Amoêdo.

No Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC) também teve uma ascensão no final do primeiro turno e foi eleito com 59,87% dos votos, derrotando o ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (DEM), que obteve 40,13% do total. Witzel é juiz e deixou a profissão para entra na política. Ele recebeu apoio da família de Jair Bolsonaro (PSL), principalmente de seu filho Flavio – eleito para o Senado – o que o ajudou a conquistar a eleição no estado.

A senadora Fátima Bezerra (PT), que deixa o Senado para assumir o estado do Rio Grande do Norte a partir de 1º de janeiro, será a única governadora mulher no próximo quadriênio. Ela foi eleita com 57,6% dos votos, derrotando Carlos Eduardo (PDT), que ficou com 42,40% do total.

Decisão no primeiro turno

Em 12 estados, a eleição para o governo dos estados foi decidida no primeiro turno. No Nordeste, três governadores ganharam com uma grande vantagem. Foi o caso de Camilo (PT) no Ceará que obteve 79,96% dos votos. Em Alagoas, Renan Filho (MDB) foi reeleito com 77,3% dos votos e na Bahia, Rui Costa (PT) foi para o segundo mandato com 75,5%. No Paraná, o filho do apresentador Ratinho, Ratinho Junior (PSD) foi eleito com 59,99% dos votos.

Composição dos estados por partidos

Apesar de ter sido derrotado na corrida presidencial, o PT é o partido com maior número de governadores. Neste ano, a legenda conseguiu ganhar em quatro estados, todos no Nordeste: Bahia, Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte. O partido, porém, perdeu o governo de Minas, segundo maior colégio eleitoral do país, que era comandado por Fernando Pimentel, que a partir de janeiro passará a ser governado por Zema, do partido Novo.

O MDB foi a legenda que mais perdeu governos regionais: passou de sete em 2014 para três nestas eleições. O partido perdeu o Rio de Janeiro, que era governado por Luiz Pezão, Sergipe, Tocantins, Rondônia, Rio Grande do Sul e Espírito Santo, manteve Alagoas e conseguiu eleger nomes no Distrito Federal e Pará.

Já o PSL, partido do presidente eleito Jair Bolsonaro, que não possuía nenhum governo estadual, conseguiu eleger três governadores: Coronel Marcos Rocha, em Rondônia, Antonio Denarium, em Roraima e Comandante Moisés, em Santa Catarina.

O PSDB, por sua vez, passou de cinco estados para três, São Paulo, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul. A legenda conseguiu manter o comando de São Paulo, maior colégio eleitoral do Brasil e há quase 30 anos governada pelos tucanos.

O MDB e o PSB têm três estados cada e o PSD e PSC, dois. Já o PP, PHS, PDT, PCdoB e Novo conseguiram eleger um governador cada.

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