Em entrevista ao SBT, o ex-assessor parlamentar e policial militar aposentado Fabrício Queiroz falou, na terça-feira (23), sobre o esquema de “rachadinhas” na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), o motivo de sua saída do Rio e o desejo de retomar a amizade com o presidente Jair Bolsonaro. As informações são do O Globo.
Apontado como o organizador do esquema de devolução de parte do salário dos servidores da Alerj, Fabrício Queiroz quebrou o silêncio depois de três anos e negou a existência de “rachadinhas”.
O ex-assessor resolveu fazer esse gesto público ao mandatário meses depois de postar nas redes sociais que havia sido abandonado pelos aliados de Bolsonaro.
Durante a conversa, Fabrício expôs o motivo de ter saído do Rio de Janeiro. Segundo ele, fez isso por receio de ser morto e o crime respingar no presidente.
“Seria queima de arquivo para cair na conta do presidente, como aconteceu com o capitão Adriano (da Nóbrega)”, afirmou se referindo ao miliciano morto na Bahia durante uma operação policial no ano passado.
Ao ser questionado sobre o seu contato com Frederick Wassef, Queiroz afirmou que o defensor o abrigou apenas para proteger o presidente. Ressaltou que conhecia o advogado somente pela TV e ficou na sua casa em Atibaia, no interior de São Paulo, apenas para realizar um tratamento de saúde.
Também disse que Wassef não é o “Anjo” mencionado em trocas de mensagens com os seus familiares. Porém o Ministério Público do Rio (MPRJ) teve acesso ao áudio no qual Marcia Aguiar, esposa de Queiroz, vincula o advogado a esse apelido.
Da IstoÉ