Blog do Waldemar

MACONHA: Chico Gonçalves defende uso medicinal

A seguir o artigo,
“Cannabis Sativa, Maconha”, de autoria de Chico Gonçalves, que é professor da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e secretário de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular do Maranhão defendendo uso medicinal da maconha.
“Imagine se existisse uma planta que pudesse ser usada no tratamento de doenças como alzheimer, artrite, epilepsia, ansiedade, parkinson, esquizofrenia, dor neuropática, lesão renal, patologias neurodegenerativas em geral, neoplasias e outras, com bons resultados cientificamente comprovados… Essa planta existe, é bastante conhecida, e o seu uso pode bloquear, inclusive, a ação da COVID-19 no organismo. O nome científico dessa planta é cannabis sativa, conhecida também como maconha ou diamba.
Esta semana, pesquisadores de duas universidades do Oregon (EUA) — a Estadual e a de Saúde e Ciência — descobriram que uma planta semelhante à maconha pode ser usada no tratamento da COVID-19. Largamente utilizada pelas populações indígenas do Maranhão, no tratamento de diversas doenças, pajés e agentes de saúde, como Edilene Guajajara, já receitam garrafadas, feitas à base de maconha e outras plantas de valor medicinal, para prevenir e tratar a COVID-19
Veja entrevista de Edilene no YouTube:
Tanto o conhecimento tradicional como o conhecimento universitário atestam o valor medicinal da cannabis sativa, e como o seu uso pode aliviar a dor e o sofrimento das pessoas além de contribuir para a cura de milhões de outras no mundo. No entanto, o uso medicinal dessa planta enfrenta uma série de resistências e preconceitos por conta dos seus efeitos alucinógenos e seu uso recreativo. Ora, trata-se aqui de fazer o uso medicinal dessa planta; a questão diz respeito à decisão do modo de usá-la a favor da saúde.
Tanto o conhecimento tradicional como o conhecimento universitário atestam o valor medicinal da cannabis sativa, e como o seu uso pode aliviar a dor e o sofrimento das pessoas além de contribuir para a cura de milhões de outras no mundo. No entanto, o uso medicinal dessa planta enfrenta uma série de resistências e preconceitos por conta dos seus efeitos alucinógenos e seu uso recreativo. Ora, trata-se aqui de fazer o uso medicinal dessa planta; a questão diz respeito à decisão do modo de usá-la a favor da saúde.
Na Câmara Federal, tramita projeto que permite o cultivo em todo o país para fins medicinais, científicos, veterinários e industriais, desde que feito por pessoa jurídica ou associação de pacientes. Em sete estados, incluindo o Maranhão, tramitam nas Assembleias Legislativas, projetos para flexibilizar o acesso de produtos medicinais pelo SUS. A ANVISA, por sua vez, já autorizou vários medicamentos à base do princípio ativo dessa planta, no entanto os custos são muito altos. E as famílias ainda precisam recorrer a compras no exterior.

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Nesta terça-feira (8), o poder legislativo brasileiro deu um passo em direção a expandir o acesso a tratamentos com…

Com a legalização do cultivo para fins medicinais, a tendência é reduzir o preço e facilitar o acesso das pessoas a essa medicação. Trata-se de um direito humano à saúde, à cura e ao alívio de um sofrimento, de uma dor. É uma questão humanitária. Mas, lamentavelmente, grupos políticos, e até religiosos, fazem pressão contra as Casas Legislativas para não aprovar esses projetos que podem salvar vidas. E é em nome da vida e do bem estar das pessoas, que me manifesto a favor da legalização e do uso medicinal da maconha”.

 

Chico Gonçalves é professor da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e está secretário de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular do Maranhão desde 2015.

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