Em novembro, a TV Mirante mandou fechar vários núcleos de jornalismo pelo interior do Maranhão. Um dos motivos para explicar a drástica medida é a crise financeira enfrentada pela empresa do grupo Sarney desde que a sócia Roseana Sarney deixou o Palácio dos Leões.

Com a herdeira do oligarca Sarney à frente do governo, a emissora da família abocanhava 54% de toda a verba destinada à publicidade. Atualmente, segundo afirmou o governador Flávio Dino (PCdoB) à Folha de São Paulo, esse número reduziu para 19%.

O corte não afeta apenas a televisão, mas também o jornal O Estado do Maranhão, eternamente ameaçado de fechar as portas.

“Bem menos [de 54% da verba publicitária em 2012, caiu para 19% em 2017]. O grupo empresarial deles depende de recursos públicos, que é um sistema de comunicação [Mirante] cujo maior anunciante era o próprio governo do Estado. Ela pagava ela mesma”, disse o governador.

Do Marrapá