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CONTRA OS LIVROS: Conselho protesta por ocupação da Biblioteca da Presidência, por mulher de Bolsonaro

Crédito: Carolina Antunes
O Conselho Federal de Biblioteconomia vai cobrar da Controladoria-Geral da União (CGU) de quem será a responsabilidade pelo risco de dano e perda do acervo da Biblioteca da Presidência da República, com 42 mil itens e 3 mil discursos presidenciais.
A primeira reação veio do Conselho Regional da 1ª Região, que afirmou que estão em grave risco documentos e registros históricos da Biblioteca da Presidência da República.
O órgão reagiu em protesto à redução do espaço e ao fato de muitos livros estarem empilhados indevidamente nos corredores do Planalto.  Foram desalojados por causa de uma obra para abrigar o novo escritório de trabalho da primeira-dama, Michelle Bolsonaro.
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E o Conselho Federal também engrossou o coro. Encaminhou, por ofício, uma manifestação para a Controladoria-Geral da União (CGU) para que a biblioteca seja preservada.
“Sem se preocuparem com essa instituição centenária, responsável pela memória de todos os Presidentes do nosso país, com um acervo atualizadíssimo de mais de 33 mil volumes, decidiram reduzir o espaço pela metade, deixando o acervo fechado e eliminando todos os espaços de convivência, estudo e leitura que estavam acessíveis para a população”, critica a direção do Conselho.
O espaço será reformado para abrigar os assessores do Programa Pátria Voluntária, da primeira-dama — antes eles ocupavam um gabinete recém-reformado no Ministério da Cidadania —, que custou mais de 300 mil reais de recursos públicos.  Mas a estrutura vai ser agora transferida ao Planalto para que a primeira -dama trabalhe mais perto do presidente.

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