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CASO MARIELLE: Investigação cita visita de suspeito a Bolsonaro um dia antes do assassinato

O depoimento de um funcionário do condomínio onde o presidente Jair Bolsonaro (PSL) tem casa no Rio de Janeiro indicaria que os suspeitos do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e seu motorista, Anderson Gomes, se reuniram no local no dia do crime, segundo informação divulgada pelo Jornal Nacional, da TV Globo.

 

Do Uol

Um porteiro disse que Élcio Queiroz chegou ao local e afirmou que iria para a casa de Bolsonaro, então deputado federal. Segundo o funcionário, “seu Jair” teria autorizado a entrada, mas Élcio foi à casa de Ronnie Lessa, outro acusado pelo assassinato. Neste dia, segundo registros oficiais da Câmara, Bolsonaro participou de votações em Brasília.
Na Arábia Saudita, Bolsonaro fez uma transmissão ao vivo e negou envolvimento no caso. Irritado, o presidente chamou a emissora de “canalhas” e “patifes”. Ele ainda criticou o governador do RJ, Wilson Witzel (PSC), que teria vazado as informações.
A Globo rebateu as acusações em nota oficial e negou fazer “patifaria” e “canalhice”. Nas redes sociais, Witzel disse que foi “atacado injustamente”. Em nota oficial, o PSOL afirmou que a informação do Jornal Nacional é “gravíssima”. A viúva de Marielle, Mônica Benício, pediu investigação isenta sobre o caso.
Nesta quarta-feira, Bolsonaro disse estar conversando com o ministro da Justiça, Sergio Moro, para que o porteiro seja ouvido novamente, mas pela Polícia Federal e que “aguarda a TV Globo ter a dignidade” de o convidar para uma entrevista ao vivo no Jornal Nacional a fim de esclarecer menção a seu nome na investigação.

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