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BRASÍLIA: Câmara aprova, mas Senado adia decisão sobre emendas parlamentares

A decisão sobre o projeto de lei que libera R$ 3 bilhões do Orçamento federal para o pagamento de emendas parlamentares foi adiada novamente. Discutido na sessão do Congresso desta terça-feira (8), o projeto até chegou a ser aprovado pelos deputados. Mas não chegou a ser votado pelo Senado, pois os senadores de oposição decidiram obstruir a votação por entender que essas emendas foram usadas como moeda de troca para garantir a aprovação da reforma da Previdência. Assunto será pautado novamente na próxima sessão do Congresso.
   

 

> Maia defende liberação de emendas ligadas à Previdência
Discutido por mais de duas horas, o texto também sofreu obstrução na Câmara. Vice-líder do Psol, Marcelo Freixo (RJ) chegou a dizer que os deputados estavam tirando dinheiro da educação e do meio ambiente para garantir o pagamento dessas emendas, prometidas na época da votação da reforma da Previdência na Câmara. “São mais de R$ 900 milhões tirados da educação, R$ 30 milhões da ciência e da tecnologia e R$ 20 milhões do meio ambiente remanejados para serem usados de acordo com o interesse dos deputados. E isso aconteceu sim por conta da reforma da Previdência. Se não fosse essa verba, não teria número para aprovar a reforma”, reclamou Freixo, que chamou a liberação de emendas de lamentável e vergonhosa.
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Deputados do Novo, que votaram a favor da reforma da Previdência, também criticaram a liberação das emendas por conta desse entendimento e se uniram à oposição para obstruir a votação.
A base do governo, contudo, se mobilizou para garantir a votação, dizendo que as emendas garantiriam a realização de mais investimentos no País. Até o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), saiu em defesa das emendas. Ele disse que esse crédito não tinha relação com a reforma, porque a Previdência havia sido aprovada pela convicção dos deputados.
Logo depois desse discurso de Maia, a votação foi encerrada na Câmara. E, mesmo com a obstrução dos partidos de oposição e do Novo, o projeto foi aprovado por 270 votos favoráveis, 17 contrários e uma abstenção.
> Veja os deputados que votaram pela liberação de emendas

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