Indiciado pela Polícia Federal (PF) na investigação que ficou conhecida como Inquérito dos Portos, o presidente Michel Temer (MDB) é acusado de receber R$ 5,9 milhões em propina. O relatório da PF aponta que o dinheiro destinado a ele teria sido entregue por intermediários.
Segundo o jornal Folha de S. Paulo, os valores foram pagos pela Rodrimar e pelos grupos J&F e Libra, em espécie, a intermediários do emedebista. A PF também afirma que o esquema de propinas e lavagem de dinheiro funciona há pelo menos 20 anos, com o coronel aposentado João Baptista Lima, amigo de longa data de Temer, como intermediário do presidente.
Temer, Lima e outras nove pessoas foram indiciadas ontem (terça, 16) pelo relatório final que a PF entregou ao Supremo Tribunal Federal (STF).Temer é acusado de organização criminosa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Para a PF, o emedebista faz parte do esquema de pagamento de propina para favorecer a empresa Rodrimar S/A, concessionário do Porto de Santos, ao editar o Decreto 9.048/2017 em maio do ano passado.
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