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ASSEMBLEIA: Deputado Max Barros lamenta assassinato de delegado da PF e denuncia aumento da violência

 

O deputado Max Barros (PMB), líder do Bloco Parlamentar Independente (BPI) na Assembleia Legislativa, lamentou, na sessão desta segunda-feira (7), o assassinato do delegado da Polícia Federal, Davi Farias de Aragão, ocorrido no final de semana, e denunciou o aumento do total de crimes violentos no Estado, resultando em mortes.

Max Barros divulgou dados do Site G1, que faz levantamento dos casos de mortes violentas (homicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte), no Monitor de Violência, realizando todos os meses, com ou sem alimentação pelos Estados. O parlamentar disse que de todos os Estados brasileiros, apenas quatro não informam oficialmente o site com dados da violência, um deles o Maranhão.

O deputado afirmou que não é especialista em violência, mas procurou informações a respeito do assunto no G1, um site de pesquisa idôneo, por ser referência como monitor de violência. “O que a gente verifica é que esses números que são apresentados pelo Governo não são os mesmos apresentados pelo Monitor de Violência do G-1, que se baseia em dados da própria Secretaria de Segurança. Pelo contrário, a violência aumentou nos últimos anos”, garantiu.

De acordo com Max Barros, se forem comparados os dados da violência dos três últimos anos do atual Governo (2015, 2016 e 2017), com os anos de 2011, 2012, 2013, 2014, se verifica que a violência aumentou em relação aos homicídios registrados em todo Maranhão. Em 2011, por exemplo, o número de crimes que ocasionaram mortes eram 23,2 para 100 mil habitantes; e em 2015, primeiro ano do atual governo, passaram para 31.7 por 100 mil.

Em 2017, o deputado contou que houve um total de 1.945 de crimes violentos, o que representa um índice de 27,8 mortes por cem mil habitantes.  Em 2016, o índice foi de 31,9 por cento; em 2015 de 31,7; e em 2014, de 30,6 por cem mil habitantes. Nos anos anteriores, em 2011 o índice tinha sido de 23,2 por cem mil; em 2012, 24,6 por cem; e em 2013, 25,9 mortes por mil habitantes.

“Lamento profundamente o falecimento do delegado federal Davi Aragão, uma pessoa que tinha grande conceito na Polícia Federal. Eu conheço seu pai, médico, anestesista, Aragão, que já assistiu a tantas pessoas aqui no nosso Estado; sua mãe, que é pediatra. De fato, é um crime bárbaro. A pessoa comemorando o aniversário de seu filho de cinco anos, mas tem sua casa invadida por três pessoas e ser assassinado é algo realmente dramático”, afirmou.

De acordo com o deputado, ao mesmo tempo uma criança de sete anos também foi assassinada com um tiro, no Bairro de Fátima; um jovem proprietário de uma academia foi assaltado e levou um tiro na cara, vindo a morrer. “Eu tenho um sentimento, que a maioria da população tem, de que o Maranhão está bastante inseguro. A toda hora nós temos notícias de crimes, de assassinato, de sequestro, como aconteceu com a esposa do prefeito de Bom Jesus das Selvas; assalto a ônibus, assalto a mão armada, assassinato, crime organizado, crime de encomenda. Essas são as notícias que a gente vê no dia a dia, na mídia abalando toda a sociedade maranhense”, avaliou.

“Há uma contradição entre os números que são apresentados pela Secretaria de Segurança e a realidade que nós vivemos. E eu não sou um especialista nessa área de segurança, mas procurei consultar para ver se a realidade é aquela que nós sentimos ou a realidade é aquela que está na mídia, dizendo que a segurança está mil maravilhas, que o Maranhão melhorou na segurança e que não há mais esse grande número de assassinatos e de crimes no Maranhão e na Ilha de São Luís”, comparou.

Max Barros desafiou o Sistema de Segurança a atuar com eficiência para melhorar a vida da população, em vez de “arapongar” adversários políticos.

“Temos que saber a nossa realidade, reconhecer o que está acontecendo para poder reverter. Agora querer tapar o sol com a peneira, querer mostrar números que não são reais é o que há de mais equivocado que existe. A primeira coisa que tem que ser é reconhecer a realidade, ver as dificuldades, diagnosticar os problemas para partir para a solução. Essa questão de querer resolver na conversa, querer resolver no voluntarismo, precisa de uma polícia e nós temos policiais competentes, tanto na Polícia Militar como na Polícia Civil. Nós precisamos de competência no comando da polícia do Estado, na segurança do Estado, pessoas realmente que tenham capacidade de liderança, em vez de se preocupar em usar a polícia para “arapongar” adversários políticos”, criticou.

 

Waldemar Ter – Agência Assembleia

 

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