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PETROBRÁS: Polícia Federal deflagra a 57ª Fase da Operação Lava Jato e mira novos desvios

PF desvenda fraudes em Roraina

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (5) a 57ª fase da Lava Jato, batizada de Operação Sem Limites. Segundo a PF, o alvo é uma organização criminosa que lesava a Petrobras na área de trading, responsável pela compra e venda de petróleo e derivados ligados à companhia por empresas estrangeiras.

 

Ao todo, são cumpridas 37 ordens judiciais, sendo 26 mandados de busca e apreensão, 11 de prisão preventiva e seis intimações nos estados do Paraná e Rio de Janeiro. Também foram determinados sequestros de imóveis, a indisponibilidades de contas bancárias de investigados, bem como o bloqueio de valores até o limite dos prejuízos já identificados.

Até as 8h20 não haviam sido divulgados os nomes dos presos. São apurados os crimes de corrupção, organização criminosa, crimes financeiros e lavagem de dinheiro. Os presos serão levados para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

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Também foram identificados indícios de irregularidades na locação de tanques de armazenagem da ou para a Petrobras pelas mesmas empresas investigadas.

“A partir de um esforço investigativo foi possível identificar a existência de criminoso esquema operante até meados de 2014, não sendo possível descartar a continuidade do esquema até os dias atuais, na área de trading da Petrobras com diversas ramificações internacionais (o que reforça a necessidade das medidas judiciais deferidas)”, diz a PF, por meio de nota.

De acordo com a força-tarefa Lava Jato em Curitiba, o esquema servia para viabilizar o pagamento de propina a executivos e ganhos acima dos praticados no mercado para as empresas envolvidas.

As operações de trading (compra e venda) eram de responsabilidade da Diretoria de Abastecimento, especificamente pela Gerência Executiva de Marketing e Comercialização. O fato de as negociações não precisarem de autorização prévia da Diretoria facilitou a pulverização dos esquemas ilícitos por meio de diversos funcionários de menor escalação que atuavam no Brasil e nos escritórios da Petrobras no exterior.

A PF afirma em nota que grande parte das irregularidades foram cometidas junto a empresas estrangeiras. “A própria Petrobras, inclusive, mantém escritórios e funcionários no exterior para atuação na área de trading, circunstância que facilita, por parte dos agentes públicos e privados envolvidos, o recebimento e divisão de propinas em contas no exterior; A área sofre forte ingerência política decorrente de processos de indicação e manutenção de funcionários nos cargos”, diz a corporação.

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