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Desembargadora Sarney é favorecida por mais uma decisão de Clésio Cunha

Candidata à presidência do Tribunal de Justiça do Maranhão, a desembargadora Nelma Sarney foi favorecida em mais uma decisão do juiz Clésio Cunha no chamado “Caso Bradesco”. Desta vez, o magistrado concedeu habeas corpus preventivo na ação em que o Ministério Público Estadual pede a quebra do sigilo bancário da magistrada. A informação está na edição de hoje do Jornal Pequeno.

De acordo com a reportagem do JP, Clésio ainda ordenou o trancamento imediato de todas as investigações não autorizadas pelo Superior Tribunal de Justiça. A partir de agora, os promotores estão impedidos de analisar novos fatos e até mesmo ouvir testemunhas. Ele alegou que o Ministério Público do Maranhão “tenta transformar uma vítima em investigada”.

Essa não foi a primeira canetada do juiz em favor da colega. Em julho, respondendo pela 3ª Vara Criminal, Clésio já havia determinado o arquivamento do processo, após o Ministério Público ingressar com ação de “embargos de declaração”, questionando a postura do magistrado que teria sido “ambígua e contraditória”.

“Determino o arquivamento dos autos que veicula tão-só este pedido de quebra de sigilo bancário, e deixo de remeter ao STJ eis que o processo já esteve na procuradoria Geral da República que atendeu que a Sra. Nelma Celeste Souza Silva Sarney Costa é vítima da ação delituosa de Raimunda Célia Moraes da Silva Abreu, portanto, não sujeita a jurisdição na espécie, de corte superior”.

O nome de Nelma Sarney passou a ser investigado pela Procuradoria Geral da República e pelo Ministério Público Estadual quando o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou três depósitos suspeitos em uma conta da desembargadora no Banco Bradesco, realizados pelo seu genro, deputado estadual Edilázio Júnior (PV), nos valores de R$ 3 mil, R$ 30 mil e R$ 90 mil. Tudo em espécie.

Em sua defesa, Nelma Sarney culpou Raimunda Célia Moraes, ex-gerente do Bradesco, acusada de agiotagem, estelionato e apropriação indébita contra clientes do banco, e que havia sido gerente da sua conta e do genro Edilázio.

Apesar das explicações da desembargadora, ela não apresentou a ficha de caixa, que é o documento essencial para a comprovação de quem efetuou a operação dos depósitos, por isso os promotores exigem a quebra do sigilo bancário.

O juiz Clésio Cunha e a desembargadora Nelma Sarney ainda são parceiros em outra reclamação disciplinar no CNJ, acusados de favorecerem José Mauro Bezerra Arouche, ex-assessor da desembargadora Sarney, em um concurso público para tabelião.

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