Blog do Waldemar Ter

A desordem da Ordem de Advogados do Maranhão

O braço maranhense da Ordem dos Advogados do Brasil passa por momento político jamais visto em sua história e muito difícil na gestão Thiago Diaz.

O presidente da OAB/MA, em um ato ditatorial, simplesmente destituiu o vice-presidente Pedro Alencar da presidência da Comissão de Prerrogativas do Advogado, em razão deste ter questionado a empresa que faz a comunicação da empresa por críticas à comissão que presidia.

Surreal, mas é isso mesmo que aconteceu: a empresa que cuida da comunicação da OAB simplesmente fez críticas à própria gestão.

Tanto o presidente quanto o vice-presidente há muito tempo vinham se confrontando dentro da Ordem, o que ficou mais evidente com a declaração de Thiago Diaz sobre a possibilidade de ser candidato, violando uma das suas propostas de campanha que era a de não concorrer a reeleição.

Para piorar a situação, o presidente Thiago Diaz indicou para a Comissão de Prerrogativas um conselheiro federal, o que é vetado pelo Estatuto da Advocacia. O ato revela despreparo e desconhecimento da lei que rege a instituição.

Atitude ditatorial do presidente em destituir o vice presidente da Comissão de Prerrogativas e os vários ataques de um contra o outro revela a desordem instaurada pela atual diretoria.

As brigas internas dos dois adolescentes estão prejudicando os advogados que já andam arrependidos de terem elegido o presidente e seus conselheiros para o triênio 16/18.

Os interesses pessoais estão a cada dia mais aflorados na OAB/MA. Mas a busca insana pelo poder sustentada por projetos vazios para a Instituição é coisa recente. Hoje, o grupo que comanda a Ordem está cada vez mais perdido e buscando apenas viabilizar diversos candidatos para a eleição do ano que vem.

É muito preocupante a situação da Ordem dos Advogados do Brasil no Maranhão. O próprio presidente não conta mais com grande parte dos conselheiros e já não detém prestígio junto ao Judiciário por algumas lambanças que fez à frente da sua gestão.

E a curto prazo não se vê solução alguma para a instituição e para os advogados que dela precisam. É hora dos advogados acordarem para por a casa em ordem.

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